domingo, 30 de dezembro de 2012

Pedra do Elefante – Trilha para o Mirante

A Pedra do Elefante pode ser identificada a partir do mirante do Soberbo, na entrada para Teresópolis. Fica do lado esquerdo, ao se olhar para o Rio de Janeiro.

pedradoelefante1Com um pouco de abstração, pode-se dizer que o elefante está olhando para a baixada e para a Bahia de Guanabara.

Pouco documentada, a trilha que leva ao mirante está em ótimas condições, muito bem marcada e sinalizada (avaliação nesta data).

O acesso é bem fácil. A entrada da trilha fica logo após a placa que delimita a Parque Nacional da Serra dos Órgãos e o Parque Estadual dos Três Picos, uns 100 metros após o mirante do Soberbo.

Placa  Trilha02Trilha02a

Num ritmo bem calmo, pode-se chegar ao mirante em 30 minutos, sendo os primeiros 20 de subida constante. Trilha de nível fácil e muito bem marcada.

Trilha03 trilha04

Trechos com amplos ambientes para observação de plantas, flores e pássaros.

trilha05

Bromelia01

Bromelia02

Flora01

Flora02

O mirante (um platô de pedras) é de fácil identificação, e não fica no cume, como se é de imaginar.

Mirante

A vista é das mais deslumbrantes, tanto para a Serra dos Órgãos como para a cidade de Teresópolis.

Vista Mirante01

Vista Mirante02

Panoramica

Esta foto panorâmica a partir do mirante pode ser obtida em alta neste link – Vista Pedra do Elefante.

Desejando fazer o cume, você deve seguir a trilha por mais uns 10 minutos, com movimentos mais exigentes, (descer e subir paredes de pedra com uso de cordas pré-instaladas). O cume não oferece vista, por estar muto bem protegido pela vegetação.

A partir do mirante, preste atenção para grandes buracos a sua direita e verifique o estado das cordas.

Aplicam-se todas as regras de preservação de trilha e os cuidados com os caminhantes. Sempre vá acompanhado, leve seu celular com bateria carregada, observe o tempo e traga seu lixo de volta.

Neste particular, confesso que fiquei bastante impressionado com a limpeza da trilha em toda a sua extensão.

Vista áerea do local, com os pontos marcados.

Earth

Para obter esta imagem em alta, clique aqui.

No pequeno fime abaixo, você terá uma idéia mais clara da trilha e uma visão panorâmica a partir do cume.

 

Para obter o arquivo .KMZ (Google Earth) com as coordenadas deste passeio, clique aqui.

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quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Floresta da Tijuca – Trilhas e Pontos mapeados

GoogleEarth

Um conjunto de arquivos inestimável, sobre a Floresta da Tijuca, foi disponibilizado pelo governo do estado. Tratam-se de:

- Mapa digital planimétrico do setor da Floresta da Tijuca em JPG

- Trilhas em formato vetorial (KMZ) extraídas do Mapa da Floresta

- Pontos notáveis também em (KMZ)

Para usar os arquivos KMZ você precisa ter instalado em seu computador o Google Earth.

Se desejar passar estes arquivos para os formatos GPX ou GDB, lidos pelos GPS´s da Garmim, use o programa GPS Babel para fazer a conversão. (dica do Marcos Alves - Graal)

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quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Pedra da Gávea – Passagem dos Olhos – RJ

Depois de muito planejar e aguardar a disponibilidade do parceiro ideal para esta escalada, consegui completar mais este projeto. Com a companhia do amigo Marcelo Salles, reservamos uma quarta-feira tranquila e de céu encoberto.

A Pedra da Gávea possui inúmeras vias com graduações variadas. A Passagem dos Olhos é uma das vias clássicas do Rio de Janeiro. Graduada em 3º IV, 150 metros, não é considerada uma via difícil, mas o escalador deve ter boa intimidade com lances horizontais. É uma via bem aérea, requerendo habilidade de auto-resgate em corda, para o caso de quedas. Outra boa lembrança para quem decidir vencê-la, é levar 2 mosquetões de aço, para a última enfiada, feita em cabos de aço.

No mais, lembre-se da trilha de aproximação e considere este tempo no total do projeto (3 horas ida e volta). Mais dicas e croquis detalhados, sugiro consulta ao Guia da Floresta – Escaladas no Maciço da Tijuca de Flavio Daflon e Delsonde Queiroz – a venda na Cia da Escalada.

Iniciamos com uma pequena enfiada vertical de 35 metros.  A partir daí inicia-se a horizontal. Corta-se uma pequena área de mato até o primeiro grampo.

O ponto de descanso é no olho direito, onde faremos uma pequeno rapel até o cabo de aço, que nos levará até a orelha.

Daqui pra frente iniciamos um trepa pedra que nos leva ao cume. Pouco se precisa falar da beleza do lugar, da vista privilegiada de toda a orla e dos bairros da zona sul ao recreio.

 

Missão cumprida – Cume

cume

Abaixo um vídeo em 360 graus da vista a partir do cume.

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quarta-feira, 15 de agosto de 2012

Carrancas – Minas Gerais

Dia 1 - Saímos de Aiuruoca cedo, com destino final em Carrancas-MG. Decidimos rodar pela antiga Estrada Real.  Este trajeto não aparece nos programas de GPS automotivos. Imagino os motivos em razão do percurso ter sido considerado muito rústico.

O fato é que, nas minhas pesquisas, encontrei relatos diferentes, dando a este trecho da Estrada Real uma qualidade de piso muito bom. A extração de madeira de reflorestamento na região, fez com que os empresários investissem na estrada, para permitir o escoamento da produção.

Peguei a BR-267 no sentido de Caxambu e saí a direita em direção a Cruzília, pegando a Br-383 ainda em asfalto. A partir de Cruzília, começa o trecho da Estrada Real até Carrancas. Todo o percurso é pontuado pelos marcos da Estrada Real. Pelas fotos, pode se ter uma ideia da ótima qualidade do piso.

Marco Estrada Real

Estrada Real piso Fredy

Esqueci de comentar que nosso companheiro de viagens (Fredy) está a bordo.

A estrada preserva ainda algumas Casas de Fazenda muito bonitas.

Casa de Fazenda

Com pouco mais de 3 horas, já estávamos chegando a Carrancas. Vale considerar que rodamos a Estrada Real em período de seca. Acredito que em épocas de chuva, o veículo 4x4 resolve a passagem em alguns trechos de terra e areia  muito macias. Se for rodar com um veículo de tração simples, considere esta condição.

Placa 27km Placa Carrancas

No filme a seguir, um pouco das experiências vividas neste pequeno trecho da Estrada Real.

 

Coordenadas marcadas na Estrada Real – Google Earth

Em Carrancas nos hospedamos na Pousada Céu e Serra. Fica um pouco fora do centrinho de Carrancas (10 minutos), num local muito agradável, também com acesso a Cachoeiras e Grutas, que veremos mais adiante. Preços bem acessíveis, chalés muito confortáveis, muito silêncio e tolerância a animais domésticos. Fomos muito bem recebidos e recomendamos. Vale uma visita ao site da pousada.

Chalé Céu e Serra Descanso Viagem

Tiramos o resto do dia para descansar e organizar as atividades para os próximos. Nosso almoço ajantarado foi no Restaurante Massaroca Bistrô– tel.: 35 9929-1289, junto a praça da Igreja Matriz. Muito bem servido e saboroso. Optamos por uma comida mineira tradicional e cerveja bem gelada. Sucesso.

Igreja Matriz

separador

A programação do dia seguinte começava as 9:00hs. Nosso guia, de nome Oirot, já nos aguardava na Carrancas Eco Adventure, mais o casal Alexandre e Carla que nos acompanharia por este e outros passeios adiante.

Dia 2 - Passeio as Cachoeiras da Esmeralda, Fumaça e Véu da Noiva

Voltamos a Estrada Real, por 5,5 km e saímos a direita para a Base de Apoio deste passeio. Iniciamos a subida do córrego, passando pelas 3 piscinas,

3piscinas

em direção a Cachoeira das Esmeraldas, subindo o leito de pedra acima.

Sobre Rio1 Sobre Rio2

Sobre Rio3 Sobre Rio4

Até chegar ao nosso objetivo principal. A cor do lago já batiza a cachoeira.

Esmeralda1

Aos corajosos o prazer do banho.

Esmeralda2 Esmeralda3

Retornamos a Estrada Real no sentido de Carrancas e saímos a esquerda, para o complexo da Cachoeira da Fumaça e Véu da Noiva. Deixamos o carro praticamente na base da Cachoeira da Fumaça, alimentada pelo Ribeirão Carrancas.

Fumaça

Seguindo o leito do rio, acessamos a Fumacinha.

leito do rio Fumacinha

Continuando a trilha, chegamos a Cachoeira Véu da Noiva, muito interessante ao formar uma escadaria queda acima.

Veu da Noiva

Subimos a trilha para observar as cachoeiras de cima.

Veu de Cima Fumaça de cima

O volume de água nesta época é pouco, tirando parte da beleza das quedas, mas também permite enxergar e trilhar caminhos alternativos muito belos.

Abaixo um pouco das flores deste rico bioma.

Flor1 Flor2

Flor3 Flor4

Um pequeno filme deste passeio.

 

O almoço ajantarado deste dia foi no Adobe, também na praça da Igreja Matriz. Foi sugestão de nosso guia e do casal que nos acompanhava. Confesso que era muito “Gourmet”  para o nosso gosto, se é que me entendem.

Coordenadas marcadas deste passeio – atendendo a pedidos dos proprietários das terras onde os atrativos estão localizados, estou retirando o arquivo das coordenadas. Lamento.

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Dia 3 - Passeio as Cachoeiras da Zilda 1 e Zilda 2.

Normalmente estes passeios são feitos em 2 dias, mas conseguimos com nosso guia juntá-los. Tínhamos só mais um dia disponível e já estava programado o passeio 4x4 para as Broas.

Chegamos ao complexo da Zilda em torno de 9:30 e partimos para o circuito da Zilda 2, mais longo (7 km) e mais distante da base de apoio. Hora em trilha pelo campo, hora subindo o leito do Rio Capivari, fomos cruzando belos poços e cachoeiras. Abaixo a Cachoeira e Poço do Saci.

Cachoeira e Poço do Saci1 Cachoeira e Poço do Saci2

Seguindo rio acima entre as paredes altas que protegem o curso d´água.

Subindo o Capivari1 Subindo o Capivari2

Até chegarmos a Cachoeira dos Anjos

Cachoeira dos Anjos

Racha da Zilda e Poço Sonrisal.

Racha da Zilda

O Poço Sonrisal é alcançado entrando-se na Racha da Zilda. Sugere-se o uso de roupa de neoprene, em função do longo tempo de contato com a água fria. O uso de cordas de segurança é apropriado.

Seguindo nossa trilha, observamos outras belas representantes do cerrado.

Flor5 Flor6

Flor7 Flor8

Rio acima encontramos uma toca em uso, de prováveis ariranhas ou lontras.

toca

Trilha acima,

trilha trilha2

Chegamos a bela Cachoeira das Onças

Cachoeira das Onças

Neste ponto concluímos o trecho Zilda 2 e iniciamos a volta, para fazer o trecho da Zilda 1.  O filme abaixo mostra um pouco desta parte do passeio.

 

Este trecho (4 km), bem menor, nos leva a Cachoeira do Escorrega, que ninguém escorregou, por conta da água muito fria.

Escorrega

Na sequência, chegamos a Cachoeira do Índio.

Cachoeira do Índio

E depois chegamos a Cachoeira da Zilda Principal.

Zilda Principal1

Zilda Principal2 Zilda Principal3

Continuando no leito do rio, vamos chegar a Cachoeira da Proa, com sua incrível formação rochosa. O nome tem por base a pedra que lembra a proa de um navio. Pode procurar na foto abaixo.

Proa

Proa2 Proa3

Nosso último compromisso de hoje foram as pinturas rupestres, agora devidamente protegidas dos turistas, que já fizeram sumir grande parte deste tesouro.

rupestre

Você deve estar curioso com o nome Zilda. Segundo conta a lenda, Zilda era o nome da filha de Carrancas, e uma das mais belas jovens da região, que nos finais de tarde era vista se banhando nua nas águas das cachoeiras. Daí surgem capítulos de amor, desilusão, juras e promessas dignas de novelas globais, que aliás, filma e grava muito em Carrancas. Uma boa fonte de informação sobre Carrancas está em www.carrancas.com.br.

A propósito,  porque o nome Carrancas?

A denominação pode até ser grosseira, mas carranca é uma escultura de madeira em forma humana ou animal, com uma expressão agressiva ou assustadora. Quando surgiu, era utilizada na proa das embarcações que navegavam pelo Rio São Francisco, transportando mercadorias às populações ribeirinhas. O objetivo era chamar a atenção das pessoas.

Com o tempo, esses povoados deram às carrancas, características místicas de espantar os maus espíritos, e essa atribuição tornou-se uma famosa manifestação cultural, proliferando-se por todo o Brasil. Hoje é arte popular, vendida em feiras e lojas de artesanato.
Este nome caiu como uma luva para uma cidade do interior de Minas Gerais, chamada Carrancas. Devido à diversidade natural e às inúmeras cachoeiras com águas cristalinas, qualquer pessoa que chega no local carregada de más energias, sai de lá com a alma purificada.
Não há vibração negativa que resista a força contagiante da região.

Abaixo um pequeno filme desta segunda parte do passeio.

 

O tempo total de caminhada foi de aproximadamente 8 horas. Por conta do cansaço, esta noite encomendamos uma pizza delivery da Pizzaria do Betão – tel.: 35 3327-1307. Foram excepcionais. Não tinham cerveja Itaipava. Rodaram Carrancas e apareceram trazendo 4 garrafas ultra geladas. Um cuidado inesperado e muito bem vindo.

Coordenadas marcadas deste passeio em – atendendo a pedidos dos proprietários das terras onde os atrativos estão localizados, estou retirando o arquivo das coordenadas. Lamento.

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Dia 4 - Passeio 4x4 para as Broas.

As broas são formações rochosas que tem este nome por lembrar as broas de padaria.

Broas

Para acessar estes campos de altitude, é necessário usar veículos 4x4. Acompanhados do guia Oirot e pelos amigos Alexandre e Carla, ligamos a tração e tocamos pra cima.

Abaixo o Rio Capivari, bem próximo de sua nascente.

Rio Capivari

Deixamos o carro e seguimos a pé até a Cachoeira do Pulo.

Cacho Pulo1 Cacho Pulo 2

Cruzamos o Rio Capivari e seguimos subindo, com destino a Cachoeira das Broas.

Cacho das Broas1 Cacho das Broas2

Broas Carrancas

Rodamos até atingir o ponto mais alto do passeio, com a bela vista de toda a Chapada, tendo de um lado a Chapada dos Perdizes e do outro a Serra das Broas.

Vista Chapada1 Vista Chapada2

No filme abaixo, um pouco mais deste passeio.

Coordenadas marcadas deste passeio – atendendo a pedidos dos proprietários das terras onde os atrativos estão localizados, estou retirando o arquivo das coordenadas. Lamento.

separador Reservamos o resto do dia para conhecer também os atrativos anexos a nossa Pousada.

A Cachoeira do Moinho, com o privilégio de sermos guiados pelos mais recentes colegas. Guias especializados de 4 patas.

Cacho do Moinho

Guias 4 patas1 Guias 4 patas2

E a Gruta Encantada

Gruta1 Gruta2

Gruta3 Gruta4

Abaixo, um interessante contraste de gerações de 4x4. rsrssss

Gerações de 4x4

A bacia hidrográfica que alimenta todo este manancial é conhecida como Alto do Rio Grande.

Jantamos esta noite no Restaurante Roda Viva, padrão self service, muito bom. A julgar pelos mosaicos de fotos nas paredes, hospeda todos as locações da Globo feita em Carrancas.

Coordenadas marcadas destes pontos – Google Earth

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Como pontos de destaque nesta viagem, gostaria de enfatizar o ótimo trabalho desenvolvido pelo guia Oirot, proprietário da Carrancas Eco Adventure. Foi preciso nos horários, mostrou-se conhecedor profundo dos atrativos de Carrancas. Muito cuidadoso e profissional ao lidar com os obstáculos naturais que seus clientes deveriam superar. Nós recomendamos.

A pousada Céu e Serra também foi destaque, pela paz, tranquilidade e serviço oferecidos, e a cidade de Carrancas, que merece uma outra visita.

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