terça-feira, 11 de janeiro de 2011

São José do Vale do Rio Preto – RJ

Com acesso pela BR-040 ou pela BR-116, a visita a São José pode ser precedida por um passeio por Petrópolis ou Teresópolis. Nós decidimos fugir do calor do Rio, pegando uma cachoeira na sede de Guapimirim do Parque Nacional da Serra dos Órgãos, para só então, subir até Teresópolis e dali seguir pela BR-116 até a saída para São José.

A história de São José do Vale do Rio Preto (denominação final obtida em 1987) passa pela extração do ouro, cultura do café, avicultura e agricultura.  Esta história está muito bem contada no site da prefeitura local.

Dirigindo pelas estradas que cortam os vales ao redor de São José, podemos entender o significado do ditado “… dá mais que chuchu na serra”. São parreirais de chuchu a perder de vista, transformando boa parte do vale num tapete verde, suspenso a 2 metros do chão. Para se ter uma idéia, São José contribui com mais de 50% da produção de chuchu no estado do RJ. Outro destaque é a produção de caqui, hoje na ordem de 78% do total do estado. Mais detalhes da economia de São José no link da prefeitura.

Abaixo fotos da Igreja da Matriz e da Capela Nosso Senhor

igreja Matriz capelaSenhordos Passos

Nosso destino final era uma visita ao sítio do Zezim, 14 kms adiante, por entre as estradas não muito conservadas do vale, que tem por finalidade escoar a produção horti fruti granjeira da região. Com o suporte de um GPS, já com a rota traçada, passamos bem pelo emaranhado de opções direita/esquerda que um ambiente rural oferece. É fácil compreender porque um profissional da matemática, da lógica, habituado a dividir com cérebros privilegiados desafios e soluções,  se dedicou a construir seu canto no interior do vale.

bardopiroca

 

No caminho que mais parece uma trilha, passamos pelo Bar do Piroca, também conhecido como Bar e Mercearia São João de Paquetá, onde a galera sóbria passa parte de seu tempo avaliando a qualidade da mercadoria servida.

 

capelaNSAparecida

 

Ao lado encontra-se a Capela de Nossa Senhora de Aparecida.

Mais alguns desvios e chegamos ao nosso objetivo. O bem cuidado sítio do Zé Márcio, lugar “onde em se plantando, tudo dá”. De frutíferas a árvores frondosas, hortaliças, legumes, flores, exóticas, enfim muita harmonia na aplicação e uso dos espaços.

sitio01 sitio02

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grupo

Brindados com um peixada inesquecível, preparada pela Soninha, fizemos o programa mais adequada para qualquer fim de tarde na roça. Tiramos uma soneca restauradora digerindo e saboreando a calma do lugar.

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Enquanto terminava este post, nesta terça-feira, uma forte chuva caiu por sobre toda a região serrana e destruiu grande parte de Teresópolis e Friburgo. Falando com meus amigos no vale de São José, fiquei sabendo que estão bem, mas isolados e com dificuldades de obtenção de água potável. Muitas das pontes que cruzamos para chegar ao nosso destino não existem mais.

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2 comentários:

ana disse... [resposta]

Maravilhosa essa aventura aqui em são josé,principalmente no bar do piroca,nossa amigo de todas as horas! E a terrinha, que linda, parabéns

Carlos Roberto Paiva disse... [resposta]

@ana
Zézim tá aqui agora lendo seu post e cantando:
"É o piroca que nos salva..."

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