quinta-feira, 10 de agosto de 2006

Bonito e Pantanal 2006



Esta viagem ao Pantanal foi uma das mais bonitas que já realizamos, pela diversidade de natureza que pudemos observar. Em Bonito estivemos em contato direto com a água, flutuando pelos rios em contato direto com a rica fauna aquática. Só mesmo estando lá para ter a exata dimensão do que falo. Já no Pantanal, circulamos pelos alagados, pescamos nos principais pesqueiros da área, vimos uma infinidade de pássaros nativos, sempre em grande volume, sempre bem acompanhados pelos guias locais e pelos jacarés. Vou tentar segmentar a viagem, fazendo pequenos blocos ilustrados pelas fotos que tiramos.
Aquário Natural em Bonito
Vestindo uma roupa de neoprene e salva-vidas, partimos para nossa primeira grande flutuação, nas águas cristalinas e coalhadas de vida marinha (peixes e plantas). O peixe mais presente era o Piraputanga. Depois de ambientados a temperatura da água, partimos adiante, enquanto alguns viviam suas primeiras experiências com máscaras e respiradores. Seguindo a risca a advertência de não colocar os pés no fundo do rio, foi isso aí que vimos:
 
Sem falar nos muitos pássaros a nos observar nas copas das árvores. Este é um picapau. Vimos ainda muitos animais ribeirinhos, como pacas, quatis, capivaras, ... E que tal relaxar numa hidromassagem morna para aquecer os ossos, tomando uma gelada ??!! Muito conforto por lá. Não lembro as tarifas, mas valem o que custam. Não vá para Bonito se não separou dinheiro para tudo. Não vale se arrepender.













Balneário em Bonito
Pegamos dois moto-taxis (ótima opção) e fomos conhecer o Balneário, local onde os turistas e nativos podem fazer flutuação entre os peixes, gratuitamente. Num braço de rio de 1 km, fizemos contato novamente com as Piraputangas e outros. Lá é permitido alimentar os peixes com uma ração que é vendida no local. Muito legal, para passar o dia e mergulhar quantas vezes você agüentar. Nós fizemos o circuito duas vezes. Vejam nas fotos a quantidade de peixes, com alguns muito parrudos. Lá a pesca não é permitida por motivos óbvios.
 
Gruta Azul e de São Miguel
Fomos conhecer estas duas grutas. A qualidade das fotos não ajuda, mas fica o registro de que são monumentos impressionantes. O processo que forma as estalagnites e as estalactites pela ação das gotas transportando sedimentos por séculos, é o ponto máximo da visita. Muitos brilhos e formações especiais.

Rio Sucuri e Quadriciclo
Saimos para mais um dia de flutuação, desta vez no Rio Sucuri. O acesso se dá por uma fazenda, com ótima estrutura de apoio. Somos conduzidos até o local de mergulho, passando por uma densa área de floresta nativa. O diferencial deste rio é o fundo muito branco. Sua vegetação submersa é sempre muito densa. A água muito cristalina. Mergulhamos junto as nascentes ressurgentes (brotam do fundo do rio), onde é quase impossível atingir o fundo pela força ascendente da água que brota. Peixes?  Sim muitos peixes. Aproveitamos a oportunidade e fizemos um passeio de quadriciclo pela fazenda, com direito a muita lama e derrapagens.

 




Rio da Prata
Mais um moto taxi e rodamos bem por estrada de terra até chegar ao Recanto Ecológico Rio da Prata. Se não está habituado a andar de moto, vá de carro. Afinal são 50 kms. Lá, recebemos todo o equipamento para a flutuação. Se permitirem e você sentir-se confiante, vá sem o colete salva-vidas. É mais confortável e a roupa de neoprene já te sustenta muito bem. Fomos levados até o local de início do passeio e percorremos uma agradável trilha por entre a mata local até o ponto de mergulho, no rio Olho Dágua. Foi mesmo especial. Pouco se vê de plantas subaquáticas, mas muito se vê de peixes, e grandes. Piraputangas, dourados, curimbas, pacus, ... Quase ao fim das 3 horas de flutuação, fizemos um trecho de corredeiras que a principio assustava, mas com alguma técnica foi fácil de transpor. Quem não quis fez uma pequena trilha até o remanso que impressiona pela transparência da água, isso já no Rio da Prata. Neste remanso vimos o chamado Vulcão, uma forte ressurgência que lança a água para cima. Tente mergulhar até o fundo e penetrar na turbulência. Em torno de 4 metros. Mais 20 minutos e concluímos nossa flutuação por entre peixes maiores ainda.
Deu fome. A estrutura de apoio da Fazenda é impecável. Almoço exemplar. Fique de olho no redário, para ver se pega uma rede para um descanso. Difícil é explicar as pessoas que redário é local de descanso e não de bate papo acalorado. Enfim,  seguem algumas fotos deste lugar único. Como não dispúnhamos de fotógrafo para a flutação, compramos um CD com fotos que descrevem com mais exatidão o que vimos.

 
 
Buraco das Araras
De fato é exuberante. Não tenho muito o que falar. Precisa ser visto e ouvido. Um buraco com mais de 80 metros de largura e algo em torno de 70 m de profundidade. Também chamado de dolina (colina para baixo). Tivemos a oportunidade de ver e ouvir muitas araras. A história do Buraco e mais detalhes podem ser obtidos em http://buracodasararas.tur.br . A seguir, algumas de nossas fotos, simples como nossa máquina digital na época. Fotos de aves nas árvores, todas péssimas, por conta do contraste com o céu.

Rafting e Arvorismo
Para relaxar e sem esperar emoções fortes, ainda se pode fazer um rafting bem banana no mel e um arvorismo razoável. Basta chamar os moto taxis e pedir para levar você. O rafting ocorre no Rio Formoso. Possui pequenas corredeiras e uma queda simples, mas que pode representar muito para quem nunca fez. Com paradas para banhos em bonitas cachoeiras.
O arvorismo acontece no Circuito Arvorismo, a 10 km de Bonito (http://www.circuitoarvorismo.com.br/). Os caras são muito profissionais. O aspecto segurança é levado a sério, e os equipamentos utilizados de muita qualidade. Eu que conheço os custos destas ferragens especiais, sei do que estou falando. A favor, o ambiente de floresta escolhido para montagem dos obstáculos. Vejam as fotos do site. A seguir, algumas das minhas fotos no arvorismo. As fotos do rafting são do local, mas não minhas.

 
Rio do Peixe
Cachoeiras do Rio do Peixe. Este foi o último passeio que fizemos em Bonito, antes de seguir para o Pantanal. Distante 35 km de Bonito, chegamos a fazenda que serve a apoio ao passeio. Seguindo a trilha bem sinalizada, percorremos o curso do Rio do Peixe, passando por muitas cachoeiras e poços muito bonitos. Alguns bem populados de peixes. A mata bem povoada de pássaros e rica em água, muita água mesmo. A beleza das cachoeiras, ao meu ver, estava no fato de partilharem o espaço com o verde. As duchas pareciam sair de dentro da folhagem densa. Fugia um pouco do padrão água e pedra. No retorno da trilha, uma tirolesa com mergulho no Rio e um saboroso almoço típico da região sul do Mato Grosso na sede.

 
 

Passo do Lontra - Pantanal
Esta parte da viagem merecia um post exclusivo. Merece inclusive uma outra viagem, pela beleza deste lugar, que os brasileiros não visitam. Digo isso porque tanto na pousada como nos passeios que fizemos, os grupos eram 98% de estrangeiros.  Nós éramos os outros 2%. Pescarias embarcadas, cavalgadas, trilhas, expedições noturnas, muitos bichos, muitas aves.  A Pousada Passo do Lontra (http://www.pousadapassodolontra.com.br) fica encravada na mata, com acesso por rio e por terra. Possui muitas embarcações e piloteiros muito competentes. Seu conhecimento do rio nos proporcionou sempre bons pesqueiros. Não lembro mais dos preços das saídas, nem das iscas vivas e etc... Contudo digo que foi muito bem pago. Fizemos duas saídas e além da constante companhia dos jacarés, fisgamos muitos dourados, pacus e jaús, além de outros.
Muitos peixes nós devolvemos, alguns ficaram com o piloto, dentro da cota permitida e outros comemos ali mesmo, num típico churrasco de barranco. Em paralelo a pescaria, tínhamos o incrível visual das margens dos rios que percorremos, com muita vida animal. Acessando uma fazenda próxima, pela antiga estrada Transpantaneira, fizemos uma cavalgada, percorrendo alagados e matas fechadas, fazendo contato com macacos, cobras, tucanos, quatis, capivaras, tuiuiús, falcões, araras, papagaios e jacarés e jacarés...
 
 
 
 








O repelente que usamos no pantanal foi o Exposis. Depois de muita pesquisa e aconselhamentos, se mostrou bem adequado.
Coordenadas marcadas - Google Earth
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